CBECLIN 2026 — Congresso Brasileiro de Engenharia Clínica

Interoperabilidade na Engenharia Clínica

Integração de equipamentos médicos ao prontuário eletrônico como estratégia para segurança do paciente, eficiência operacional e rastreabilidade assistencial.

Rafaela Coutinho Silva — MacrosulAnne Stegmann D’Antona — TECSAÚDE
Desafios

Os desafios da integração hospitalar

A crescente complexidade dos ambientes hospitalares contemporâneos impõe desafios significativos à gestão de equipamentos médicos e à continuidade do cuidado ao paciente.

Sistemas fragmentados

HIS, RIS, PACS, LIS e PEP operam de forma isolada.

Ilhas de informação

Dados clínicos dispersos dificultam a visão unificada do paciente.

Riscos assistenciais

Alta carga documental e transcrição manual aumentam o risco de erros.

Falta de rastreabilidade

A ausência de histórico íntegro dificulta auditorias e análises críticas.

Solução

Interoperabilidade como estratégia para segurança e eficiência

A integração padronizada entre dispositivos médicos e sistemas elimina silos de informação e promove uma gestão assistencial mais segura, eficiente e orientada por dados.

Integração assistencial

Integração estruturada entre dispositivos médicos e sistemas hospitalares para apoiar continuidade do cuidado e disponibilidade das informações clínicas.

Rastreabilidade clínica

Registro automatizado e monitoramento contínuo de parâmetros, eventos e histórico operacional dos dispositivos médicos.

Governança de dados

Padronização e integração de dados clínicos fortalecendo segurança assistencial, tecnovigilância e suporte à decisão.

Como funciona

Da beira do leito ao prontuário eletrônico

Um fluxo contínuo, padronizado e auditável que conecta o equipamento médico ao registro clínico do paciente.

Etapa 01

Conectividade dos dispositivos

Captura e transmite dados gerados pelos equipamentos.

Etapa 02

Middleware de integração

Permite a interoperabilidade entre os diversos sistemas.

Etapa 03

Padronização semântica

Viabiliza a interoperabilidade semântica entre os sistemas.

Etapa 04

Integração com prontuário

Disponibiliza os dados no prontuário do paciente.

Resultados

Impacto mensurável no cuidado e na operação

Mais segurança para o paciente

Integração automática de dados reduz erros de registro e apoia decisões clínicas mais seguras e confiáveis.

Rastreabilidade completa dos equipamentos

Monitoramento integrado do histórico de uso, parâmetros e alertas dos dispositivos médicos, fortalecendo a tecnovigilância.

Menos carga documental para as equipes

Automação de registros clínicos reduz retrabalho e libera mais tempo para o cuidado direto ao paciente.

Maior eficiência operacional

Fluxos integrados eliminam redundâncias e aumentam a eficiência dos processos assistenciais.

Caso prático

Integração de ECG ao PACS em rede hospitalar brasileira

Uma grande rede hospitalar brasileira implementou a integração de exames de eletrocardiografia (ECG) diretamente ao sistema PACS, estabelecendo um fluxo padronizado para aquisição, armazenamento e emissão de laudos, com foco em rastreabilidade e segurança assistencial.

50 mil
exames de ECG por mês
800
equipamentos integrados
100%
centralização e rastreabilidade
Engenharia Clínica

A Engenharia Clínica como elo estratégico da integração hospitalar

A interoperabilidade amplia o papel da Engenharia Clínica, que passa a atuar não apenas na gestão de equipamentos, mas também na governança de dados, rastreabilidade assistencial e sustentação tecnológica dos fluxos clínicos integrados.

“A integração permite uma transição de uma abordagem reativa para uma gestão tecnológica proativa e orientada por dados.”

Governança tecnológica

Integração entre Engenharia Clínica, TI e áreas assistenciais para sustentação de ambientes hospitalares interoperáveis.

Rastreabilidade assistencial

Registro estruturado e monitoramento contínuo de parâmetros, eventos e histórico operacional dos dispositivos médicos.

Gestão baseada em dados

A integração permite monitoramento contínuo dos equipamentos, suporte à manutenção preditiva e análise de padrões de falha.

Aplicação prática

Da pesquisa à prática hospitalar

Os conceitos apresentados neste trabalho já apoiam iniciativas reais de integração hospitalar no Brasil, com automação da captura de sinais vitais, integração com PACS e conexão ao prontuário eletrônico.

Autoras

Autoras e especialistas do projeto

Retrato profissional de Anne Stegmann D’Antona

Anne Stegmann D’Antona

Especialista em Inteligência de Mercado e Inovação em Saúde
+20 anos no setor da saúde

Anne Stegmann D’Antona atua há mais de 20 anos no setor da saúde, com experiência em Engenharia Clínica, operações, expansão comercial, marketing e inteligência de mercado.

Atualmente lidera iniciativas voltadas à inovação, análise estratégica e desenvolvimento de negócios na área da saúde, com foco em transformação digital, inteligência de mercado e aplicação ética de tecnologias emergentes. Sua trajetória integra experiência técnica e visão estratégica para apoiar decisões orientadas por dados, governança e sustentabilidade organizacional.

Engenharia ClínicaInteligência de MercadoEstratégiaInovação em Saúde
Retrato profissional de Rafaela Coutinho Silva

Rafaela Coutinho Silva

Especialista em Equipamentos Médicos e Gestão de Processos
+10 anos em equipamentos médicos

Rafaela Coutinho Silva possui mais de 10 anos de experiência em equipamentos médicos, atuando em Suporte Técnico, Pós-Vendas, Experiência do Cliente e gestão de processos.

Sua atuação inclui liderança de equipes técnicas, implantação de indicadores de desempenho, padronização operacional, expansão de redes de assistência técnica autorizada e relacionamento técnico com fabricantes internacionais. Também possui experiência na implementação de sistemas de qualidade, treinamentos técnicos e melhoria contínua de processos voltados à segurança, eficiência operacional e confiabilidade assistencial.

Pós-VendaGestão de ProcessosQualidadeEquipamentos Médicos

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Uma abordagem estratégica para integração hospitalar, rastreabilidade assistencial e segurança do paciente.

Baixe o artigo apresentado no CBECLIN 2026 e aprofunde-se na interoperabilidade aplicada à Engenharia Clínica.